Em agendas nesta quarta, Flávio Bolsonaro aceitou liberar sigilos fiscal e telefônico, mas impôs exigências e condicionou a medida à abertura de outros sigilos. Lula disse que aceita a contraproposta.
Nesta quarta-feira (21), os dois principais candidatos à Presidência da República anunciaram mudanças na troca de desafios sobre quebra de sigilos durante as agendas de campanha em diferentes Estados: Flávio Bolsonaro aceitou abrir seu sigilo fiscal e telefônico, mas impôs uma lista de exigências; Lula afirmou que aceitará a contraproposta do adversário.
Flávio Bolsonaro participou de atividades em Guarulhos (SP) e em Fortaleza (CE). O candidato do PL informou que aceita o desafio de abrir seus sigilos apresentado por Lula, mas condicionou a medida à quebra dos sigilos bancários e fiscais de assessores e de empresas ligadas aos filhos de Lula, além da liberação de informações sobre despesas da Presidência da República. Segundo o candidato, a intenção é levar o processo “até as últimas consequências”.
Em Belo Horizonte (MG), Lula fez caminhada pelo centro da cidade e declarou que aceitará a contraproposta apresentada por Flávio Bolsonaro. A coordenação da campanha do candidato do PT afirmou concordar com as condições que foram impostas, desde que Flávio Bolsonaro cumpra as exigências e abra integralmente os dados solicitados junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O desafio público entre os dois ocorreu inicialmente durante o debate realizado no domingo (18). Na terça-feira (20), Lula apresentou ao TSE um requerimento autorizando a divulgação de seus dados e passou a aguardar a posição de Flávio Bolsonaro sobre a proposta.
O episódio acrescenta nova tensão às estratégias de campanha nas semanas que antecedem a eleição, ao transformar a troca de acusações em um confronto público sobre transparência financeira e de comunicações entre candidatos e auxiliares. O tema envolve não apenas a exposição de dados pessoais, mas também pedido de informações sobre despesas da Presidência, o que pode demandar análise e decisão do TSE sobre alcance e limites legais.
Nos próximos dias, a movimentação deverá focar na formalização dos pedidos perante o TSE e na resposta oficial do candidato do PL ao requerimento apresentado por Lula. A resposta do tribunal e a eventual homologação dos pedidos serão cruciais para definir se haverá efetiva divulgação dos sigilos e em que prazo isso poderá ocorrer.
As agendas de campanha seguiram em diferentes Estados nesta quarta-feira (21), com o episódio do desafio ocupando espaço nas campanhas e nas discussões públicas sobre prestação de contas e fiscalização de condutas durante o período eleitoral.
