segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Queimadas no oeste do Pará disparam poluição; Santarém atinge 260

Queimadas no oeste do Pará disparam poluição; Santarém atinge 260

por R2Sites

Publicado em 19/10/2026,

às 00h00

Focos de incêndio na região pioram a qualidade do ar: Santarém alcançou índice 260 (muito insalubre) e Manaus 153 (insalubre). O Pará contabiliza 922 focos ativos, diz o Inpe.

Incêndios florestais no oeste do Pará deixaram a qualidade do ar em níveis preocupantes em cidades da região: Santarém registra índice 260, classificado como muito insalubre, enquanto Manaus aparece com índice 153, considerado insalubre, segundo plataformas de monitoramento.

Com 922 focos ativos, o Pará é o estado com mais ocorrências de incêndios florestais no país, conforme dados da plataforma Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). No vizinho Amazonas há 90 focos ativos atualmente, depois do estado ter registrado mais de mil pontos de fogo ao longo deste mês.

A estação de medição em Santarém registrou concentração de 185 microgramas por metro cúbico (µg/m³) de material particulado fino (PM2,5), um poluente inalável e muito prejudicial à saúde. A legislação brasileira usa como referência uma média diária de 32 µg/m³; os valores observados estão, portanto, muito acima desse limite.

Os episódios de poluição têm reflexos imediatos na saúde pública: aumento de riscos respiratórios e cardiovasculares, piora em pacientes crônicos e maior demanda por atendimento médico nas áreas afetadas. Em razão desse cenário, medidas de assistência e de combate ao fogo foram anunciadas pelas forças de segurança e órgãos federais.

No domingo (18), o ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, informou que a força-tarefa montada para enfrentar os incêndios foi reforçada com a instalação de um Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas em Manaus e com a adaptação de mais cinco aviões para combate a incêndios, totalizando 16 aeronaves na operação.

Também está prevista, nesta terça-feira (20), a implantação de uma base da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) para reforçar a assistência à população atingida pela poluição do ar. Paralelamente, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) disponibilizou R$ 14 milhões ao Governo do Amazonas para ações relacionadas à situação de emergência.

O avanço das queimadas no oeste do Pará e as concentrações elevadas de material particulado reforçam a necessidade de monitoramento contínuo da qualidade do ar e de ações coordenadas entre estados e União. As próximas medidas operacionais e de assistência serão acompanhadas por órgãos de saúde e defesa civil, que também deverão divulgar orientações à população sobre exposição ao ar poluído e atendimento médico.

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