O Pontífice foi submetido nesta terça (13) a cirurgia para retirada de um pequeno nódulo no pulmão direito identificado em exames de rotina. Médicos afirmam tratar-se de adenocarcinoma pulmonar, subtipo mais comum.
O Papa Leão XIV passou nesta terça-feira (13) por uma cirurgia para retirada de um nódulo no pulmão direito após os médicos detectarem adenocarcinoma pulmonar, o subtipo mais comum de câncer de pulmão. A intervenção consistiu na remoção do pequeno nódulo identificado em exames de rotina.
O adenocarcinoma pulmonar é classificado como câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC). Caracteriza-se por se desenvolver nas regiões periféricas dos pulmões — em glândulas que produzem muco e, em sua maioria, nos alvéolos, responsáveis pelas trocas gasosas — e tende a crescer mais lentamente que outros tipos de tumor pulmonar. Em comparação com outros subtipos de não pequenas células, há maior probabilidade de esse tipo ser detectado antes de se espalhar para outros órgãos.
Sintomas
- Tosse persistente — um dos sinais mais comuns;
- Falta de ar;
- Dor no peito;
- Voz rouca;
- Fadiga;
- Dificuldade para respirar ou engolir;
- Chiado no peito;
- Tosse com muco e sangue;
- Perda de apetite;
- Inchaço no rosto ou nas veias do pescoço;
- Perda de peso sem motivo aparente.
Causas e fatores de risco
- Tabagismo — principal causa de câncer de pulmão;
- Pessoas não fumantes — o adenocarcinoma também pode ser detectado em quem nunca fumou;
- Maior incidência em mulheres e jovens — observada no material informativo;
- Exposições ambientais e ocupacionais — fumo passivo, radônio, gases de escapamento de motores a diesel, compostos de cromo, berílio, níquel, fuligem, alcatrão e amianto podem aumentar o risco.
Diagnóstico
- Exames laboratoriais — sangue e urina podem ser solicitados;
- Exames de imagem — raio‑X, ressonância magnética ou tomografia computadorizada ajudam a localizar lesões;
- Biópsia — quando há suspeita, uma amostra de tecido é removida para confirmar a presença de câncer; foi o que ocorreu com o papa, cujo nódulo no pulmão direito foi removido após detecção em exames de rotina.
Tratamento e prognóstico
- Opções terapêuticas — cirurgia, quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e terapias-alvo, dependendo do estágio da doença;
- Chance de cura — possível quando o diagnóstico é precoce, com tumor pequeno e sem comprometimento dos gânglios linfáticos;
- Próximos passos — com a confirmação do diagnóstico, são realizados exames para determinar o estágio e se há comprometimento de outros órgãos, a partir dos quais se define o plano de tratamento. O Vaticano e os médicos ainda não informaram o prognóstico do papa.
Especialistas ressaltam que o adenocarcinoma pulmonar pode ser silencioso e que muitos sintomas são confundidos com outras doenças respiratórias. Por isso, a recomendação é procurar avaliação médica quando sinais persistentes surgirem. A detecção em estágios iniciais é decisiva para ampliar as opções de tratamento e a probabilidade de cura.
O caso do papa reforça a importância do acompanhamento médico e da investigação de nódulos pulmonares encontrados em exames de rotina, além de trazer atenção renovada ao diagnóstico precoce e ao manejo multidisciplinar do câncer de pulmão.
