quinta-feira, 15 de outubro de 2026

STF exige que Anatel esclareça falhas no acesso grátis aos sites eleitorais

STF exige que Anatel esclareça falhas no acesso grátis aos sites eleitorais

por R2Sites

Publicado em 14/10/2026,

às 00h00

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (14) que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) envie à Corte informações sobre as falhas registradas no acesso gratuito aos sites da Justiça Eleitoral durante o primeiro turno das eleições.

No mês passado, o ministro havia autorizado que pessoas com a franquia de dados esgotada tivessem acesso gratuito aos domínios oficiais da Justiça Eleitoral, incluindo os sites do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dos tribunais regionais eleitorais (TREs), para que eleitores pudessem consultar local de votação, justificar ausência, checar informações e verificar denúncias de desinformação.

Segundo a decisão tomada hoje, o STF quer que a Anatel esclareça, em prazo de 48 horas, a causa das falhas apontadas nos endereços e nos aplicativos relacionados. A solicitação cita problemas nos endereços sso.acesso.gov.br e form.omni.serpro.gov.br, além de falhas nos aplicativos e-Título, Pardal e Boletim na Mão.

“Determino à Anatel que, em 48 horas, esclareça a causa das falhas verificadas nos endereços sso.acesso.gov.br e form.omni.serpro.gov.br e nos aplicativos e-Título, Pardal e Boletim na Mão, identificando, por meio dos próprios testes, os endereços e domínios de terceiros de que esses serviços dependem e que não constam da lista”

O pedido de verificação fez referência a relatos encaminhados após o primeiro turno pela sigla Partido Verde (PV), que havia solicitado a liberação da franquia. A defesa do acesso também foi apresentada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), que — juntamente com o PV — protocolou ação para garantir internet móvel sem consumo de dados a todos os brasileiros nas 72 horas que antecedem as eleições.

Além das providências relativas às falhas já ocorridas, a determinação do ministro manteve a previsão de que o acesso gratuito deverá ser liberado pelas operadoras 72 horas antes do segundo turno e permanecerá disponível por 24 horas após a votação. A Anatel recebeu o prazo de 48 horas para detalhar as causas dos problemas e identificar eventuais domínios de terceiros dos quais os serviços dependem e que não constariam da lista previamente considerada.

A Anatel declarou que não vai comentar a decisão. Com o esclarecimento exigido pelo STF, o tribunal poderá analisar os testes e as explicações fornecidas pela agência e pelos prestadores de serviço para verificar a abrangência das falhas e eventual necessidade de novas medidas.

O caso mantém o foco no acesso à informação durante o processo eleitoral e na garantia de que eleitores, inclusive aqueles sem franquia de dados, possam utilizar ferramentas oficiais para localizar locais de votação, justificar ausência e registrar denúncias de irregularidades.

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