Ramagem nega uso da Abin para espionar ministros do STF e TSE

por Redação

Publicado em 10/06/2025,

às 07h39

O ex-diretor da Abin e atual deputado federal Alexandre Ramagem negou nesta segunda-feira (9) ter utilizado a agência para monitorar ilegalmente ministros do STF e do TSE durante o governo Bolsonaro. Interrogado pelo ministro Alexandre de Moraes no âmbito da ação penal sobre a suposta trama golpista, Ramagem afirmou que nunca autorizou monitoramentos e que a Abin não tinha controle de sistemas de espionagem à época.

Ramagem também contestou a acusação de uso ilegal do software Firstmile, alegando que o sistema deixou de ser usado pela Abin em 2021, antes do período investigado. Ele criticou o relatório da Polícia Federal, dizendo que houve “indução ao erro do juízo” para envolvê-lo indevidamente no caso. O ex-diretor negou ainda ter enviado arquivos com informações a Bolsonaro para sustentar alegações de fraudes nas urnas eletrônicas.

Além de Ramagem, outros nomes ligados ao governo Bolsonaro serão ouvidos até sexta-feira (13), entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro, os ex-ministros Braga Netto, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Anderson Torres, além do ex-comandante da Marinha, Almir Garnier. O primeiro a depor foi Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, que confirmou o conhecimento do ex-presidente sobre a minuta do golpe.

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