Juros do cartão de crédito caem, enquanto taxa do cheque especial aumenta em agosto

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasi

por Maria Izabel Oliveira

Publicado em 28/09/2024,

às 17h00

 

Em agosto, a taxa média de juros do cartão de crédito no Brasil recuou para 426,9% ao ano, uma queda de 5,3 pontos percentuais em relação ao mês anterior, quando estava em 432,2%. Essa diminuição ocorre após a implementação de uma nova legislação em janeiro que limita o crédito rotativo, permitindo que os juros não ultrapassem 100% do valor da dívida. No entanto, a medida se aplica apenas a novos financiamentos, o que resulta em uma redução gradual das taxas estatísticas, conforme os antigos contratos vão sendo quitados.

O crédito rotativo, utilizado por consumidores que não pagam o valor total da fatura do cartão, ainda apresenta as maiores taxas do mercado. Ao término do período de 30 dias, os bancos costumam oferecer opções de parcelamento da dívida. Neste tipo de crédito, a taxa subiu 4 pontos percentuais, alcançando 182% ao ano, mas, ao longo de 12 meses, houve uma redução acumulada de 12,6 pontos percentuais.

Em contraste, a taxa média do cheque especial aumentou 2,7 pontos percentuais, atingindo 134,3% ao ano em agosto. Essa alta reflete a influência da taxa Selic, que permanece estável, e o aumento da inadimplência. Apesar da regulamentação que estabelece um limite de 8% ao mês, as instituições financeiras têm ajustado suas taxas, refletindo as condições econômicas.

No geral, a taxa média de juros para crédito pessoal destinado a pessoas físicas foi de 51,9% ao ano, com uma leve queda de 0,2 ponto percentual em relação ao mês anterior. O crédito pessoal não consignado também apresentou uma diminuição, com a taxa caindo para 95,4% ao ano, embora tenha subido em 2,8 pontos percentuais em comparação com o ano passado.

Para as empresas, a taxa média de juros permaneceu estável em 21,1% ao ano, com uma redução acumulada de 1,5 ponto percentual nos últimos 12 meses. Apesar da estabilidade geral, houve variações em diferentes modalidades, como o aumento no cheque especial e no crédito rotativo. O cenário financeiro atual mostra um mercado de crédito em transição, com diversas pressões que influenciam as taxas aplicadas a consumidores e empresas.

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