Governo sanciona e publica no Diário Oficial reconhecimento do clube da Tijuca como patrimônio do estado. Fundado em 18/09/1904, o tradicional clube é marco da memória esportiva e da identidade cultural fluminense.
O America Football Club foi declarado Patrimônio Histórico, Cultural e Imaterial do Estado do Rio de Janeiro. A medida foi sancionada pelo governo do estado e publicada nessa quarta-feira (7) no Diário Oficial, em reconhecimento à importância histórica, cultural e esportiva do clube.
Fundado em 18 de setembro de 1904 e tradicionalmente ligado à Tijuca, na zona norte do Rio de Janeiro, o clube recebeu o título que formaliza seu papel na memória esportiva e na identidade fluminense. O reconhecimento destaca não apenas a antiguidade da agremiação, mas também conquistas e marcos que a colocaram na história do futebol brasileiro.
Ao longo de sua trajetória, o America acumulou títulos relevantes: foram sete Campeonatos Cariocas, o título da International Soccer League em 1962, o Torneio dos Campeões da CBF em 1982 e o marco de ser o primeiro campeão da Taça Rio, também em 1982. O clube ainda é lembrado por ser o primeiro time brasileiro a receber o nome do continente americano.
O reconhecimento como patrimônio histórico-cultural tem implicações simbólicas importantes: além de reafirmar o valor do clube para a história do futebol no estado, a inscrição tende a preservar memórias, acervos e a própria identidade associada ao America na cidade do Rio de Janeiro.
Atletas que marcaram época no clube
- Alex (Alexandre Kamianecky) – considerado o “Capitão dos Capitães” e um dos maiores zagueiros da história do clube.
- Luizinho – apontado como o maior artilheiro da história do America.
- Edu (Edu Coimbra) – ídolo histórico e grande maestro rubro; irmão do atacante Zico.
- Jorginho – lateral-direito com passagem marcante pela seleção brasileira e pelo clube.
- Pompeia – goleiro lendário da seleção do America de todos os tempos.
O craque Romário é o presidente do America Football Club, eleito em 9 de novembro de 2023 para o triênio 2024, 2025 e 2026. Romário já tinha uma ligação afetiva com o clube por causa do pai, Seu Edevair, e chegou a atuar pelo America nos anos de 2008 e 2009, tendo ajudado o time na retomada de divisões na época.
Com a declaração como patrimônio, o America terá seu lugar histórico reconhecido formalmente pelo Estado do Rio de Janeiro. O registro reforça a memória esportiva da capital e pode servir de base para ações de preservação cultural vinculadas ao clube e à comunidade da Tijuca.
