Em cerimônia em Brasília, o ministério do Desenvolvimento informou que 700 novos mercados internacionais foram abertos desde 2023. Entre maio e setembro de 2026, as vendas brasileiras à União Europeia subiram 30,7%.
O Brasil abriu 700 novos mercados internacionais para produtos agropecuários desde o início de 2023 e registrou forte aumento nas vendas à União Europeia entre maio e setembro, informou nesta terça-feira (13) o governo federal durante cerimônia em Brasília.
Segundo o ministério responsável pelo Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia impulsionou em 30,7% as exportações brasileiras para o bloco europeu no período de maio a setembro de 2026, na comparação com o mesmo intervalo de 2025. No acumulado de janeiro a setembro, as vendas ao mercado europeu somaram US$ 44,17 bilhões, alta de 20% sobre os nove primeiros meses de 2025.
O tratado entre Mercosul e União Europeia entrou em vigor de forma provisória em 1º de maio, após quase 27 anos de negociações entre os dois blocos.
Durante o evento no Ministério da Agricultura e Pecuária, foi anunciado que as 700 aberturas de mercado ocorreram em 99 destinos — países e blocos econômicos — após autorizações sanitárias para a entrada de produtos brasileiros.
“Foram 700 aberturas de mercado contra 241 do governo anterior.”
Os números foram comparados à gestão anterior pelo titular da Agricultura, que também apresentou metas e projeções para o setor. A autoridade citou expectativa de participação maior do agronegócio no Produto Interno Bruto e projeções de safra.
“Planejamos chegar a 29% do PIB agropecuário neste ano. A safra 2026/27 deve ter 366 milhões de toneladas.”
A estimativa da agência de promoção de exportações aponta que o Brasil já exportou US$ 5,8 bilhões para os novos mercados abertos desde 2023, e que as vendas a esses destinos podem alcançar US$ 80 bilhões nos próximos quatro anos.
“Exportamos US$ 169 bilhões no acumulado do ano, US$ 2 bilhões abaixo dos Estados Unidos, mas terminaremos o ano como maior exportador de alimentos.”
O governo também destacou investimentos públicos para financiar a produção rural: foram citados R$ 610 bilhões no Plano Safra atual para agricultura empresarial e familiar, e um total superior a R$ 1 trilhão em quatro anos de gestão federal. A aprovação de autorizações sanitárias recentes, como a da China para miúdos suínos, foi mencionada como exemplo de novos acessos comerciais.
Além do foco no agro, o ministério responsável pelo Desenvolvimento afirmou que o crescimento das exportações em 2026 não se restringiu ao setor primário, com avanço médio de 10,5% do comércio exterior em cenário global marcado por tensões geopolíticas e barreiras comerciais. Ao comentar as relações com os Estados Unidos, foi qualificado o momento como “delicado”, mas reafirmada a intenção de manter o diálogo e as negociações diplomáticas.
Os anúncios feitos na cerimônia confirmam a prioridade da agenda externa em ampliar mercados e consolidar o papel do agronegócio nas exportações brasileiras, com metas de crescimento e expectativas sobre a safra 2026/27 e os volumes comerciais nos próximos anos.
