segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Foque na interpretação: chave para a prova de Linguagens do Enem

Foque na interpretação: chave para a prova de Linguagens do Enem

por R2Sites

Publicado em 11/10/2026,

às 00h00

A prova de Linguagens será aplicada em 8 de novembro e prioriza a interpretação de textos. Especialistas recomendam resolver provas anteriores e atentar a comandos e contextos.

A capacidade de interpretar textos será o principal critério na prova de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias do Enem, marcada para 8 de novembro. Especialistas orientam que resolver questões de edições anteriores, com atenção a comandos e contextos, é a melhor forma de se preparar para a primeira etapa do exame.

O professor Eduardo Calbucci ressalta a previsibilidade do exame, que se apoia numa matriz consolidada ao longo dos anos.

“O Enem tem uma matriz de referência que é a mesma desde 2009. Então, a prova tem um grau de previsibilidade bastante grande”.

“A primeira orientação que a gente dá aos alunos é estudar provas anteriores. As habilidades que estão sendo exigidas pelo Enem são as mesmas há 16, 17 anos.”

Para o professor Eli Carlos Guimarães, a espinha dorsal da prova é a leitura e a interpretação de textos. Ele lembra que uma parcela significativa das questões exige análise de gêneros textuais e variação linguística.

“Todo ano, mais de um terço das questões exige análise de gêneros textuais, como charge, artigo de opinião, resenha, canções, postagens digitais, além de variação linguística e funções da linguagem. O texto muda, mas a habilidade cobrada é totalmente previsível”.

Estudantes destacam a quantidade de leitura como desafio. O aluno Pedro Augusto Rocha Rodrigues, de 18 anos, aponta a necessidade de entendimento claro do comando para avançar nas questões.

“Como sempre, o Enem tem muito texto, uma coisa muito bruta para ser processada, digerida. Se você não entende o comando, não tem como você resolver a questão de uma forma adequada”.

Sobre estratégia de prova, o professor Eli indica começar pela leitura do comando, que aparece abaixo do texto, para direcionar a leitura e economizar tempo.

“Sabendo exatamente o que a banca está pedindo, você vai para o texto com um olhar focado na informação correta. Dessa forma, você economiza tempo e evita releituras desnecessárias.”

Na reta final, a recomendação é revisar funções da linguagem, variação linguística e coesão textual, com atenção a conectores como “contudo”, “portanto” e “embora”, que articulam sentido nos textos.

Em Literatura, é fundamental compreender relações entre contexto histórico e características das obras. O professor Eli aponta autores e movimentos que merecem revisão, com ênfase no Modernismo e na literatura contemporânea.

“Modernismo, principalmente a primeira e segunda fases, com Drummond, Graciliano Ramos, Cecília Meirelles, o realismo de Machado de Assis e o romantismo. Também ficar atento à literatura contemporânea, porque ela dá voz a pautas sociais, como as obras de Conceição Evaristo, Carolina Maria de Jesus e a literatura indígena”.

No campo de línguas estrangeiras, o professor Tiago Gentil recomenda atenção a elementos além do vocabulário e da gramática, como imagens, diagramas e mensagens globais dos textos; já o professor Júlio Manuel Sanchez Tello alerta para falsos cognatos no Espanhol e para a estrutura usual da prova de Espanhol, que mistura textos em espanhol e questões em português voltadas à interpretação.

“O Enem tende a empregar não somente textos e interpretação, mas a relação entre imagens, diagramas, situações do dia a dia e documentos. Não é se ater somente ao vocabulário, à gramática, mas se atentar a contextos, à mensagem global do que está sendo dito”.

“Por exemplo: para nós, falantes da língua espanhola, algo esquisito é algo requintado, é algo saboroso, é algo delicioso. Não o esquisito de raro, de raridade e rareza como seria na língua portuguesa”.

“Gramática pura aparece pouquíssimo. Sinônimos e antônimos aparecem dentro do contexto do próprio texto. A sintaxe é raríssima.”

Com pouco mais de um mês até a prova, candidatos devem concentrar revisão em leitura dirigida, prática com provas anteriores e exercícios que treinem identificação de gêneros textuais, coesão e variação linguística, além de atenção às particularidades de Inglês e Espanhol presentes no exame.

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