“O mister sabe como posso contribuir. Ele não vai fazer o melhor para mim, mas pela equipe. E é isso que ele tem de melhor. As coisas acontecem. Parece que Deus olha para ele e diz que é iluminado. Todos os jogadores aqui seguem o plano do mister. Vou escutar e fazer o que ele me pedir”, afirmou o atacante.
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Endrick é um dos nomes cotados para o lugar de Lucas Paquetá, que sofreu uma lesão no músculo posterior da coxa esquerda na vitória por 2 a 1 sobre o Japão, na última segunda-feira (29), que classificou o Brasil às oitavas de final da Copa. O camisa 19 da Amarelinha foi escolhido para substituir o meia no intervalo do jogo passado, quando os japoneses venciam por 1 a 0.
No próximo domingo (5), às 17h (horário de Brasília), o desafio será contra a Noruega, em Nova Jersey, valendo um lugar nas quartas de final. O atacante, porém, desconversou sobre ser escolhido para a vaga de Lucas Paquetá, ao ser perguntado como seria dormir no dia anterior ao jogo.
“Vou dormir como um bebê [risos]. Faço minha oração, converso com Deus e fico tranquilo, que as coisas vão acontecer no momento certo”, resumiu o jovem, estreante em Copas e que revelou conversas frequentes com atletas veteranos da equipe, entre eles o atacante Neymar, para adquirir experiência.
Endrick (no meio da foto) desconversou sobre ser escolhido para a vaga de Lucas Paquetá. Caso seja titular no duelo contra Noruega, pode ser parceiro de Rayan, contemporâneo nas categorias de base – Reuters/Caean Couto/Proibida reprodução
“Tenho uma relação muito boa com o Ney. A gente joga carta depois dos treinos, troca resenha. Em uma folga, pude estar com ele. É muito importante conversarmos com os nossos capitães. Tem também o [zagueiro] Marquinhos, o [volante] Casão [Casemiro], o [goleiro] Alisson. Como fazia com o [zagueiro] Gustavo Gómez no Palmeiras. São pessoas inteligentes do futebol”, destacou o camisa 19.
Se for titular diante dos noruegueses, Endrick pode repetir uma parceria de longa data com Rayan. Os atacantes já defenderam seleções de base juntos e foram rivais em torneios sub-17, como a Copa do Brasil da categoria em 2022, quando Palmeiras e Vasco decidiram o título. Os dois, à época com 15 anos, balançaram as redes nos jogos de ida e volta da final, mas o Verdão ficou com o título.
“Eu e Rayan estávamos até vendo umas fotos nossas jogando na Go Cup [considerado o maior torneio infantil do mundo] em 2017 [em Aparecida de Goiânia (GO) – ambos tinham dez anos]. A gente não imaginava estar aqui [em uma Copa] com 19 anos. Vamos fazer tudo para ajudar o time como o mister pedir. São jogos importantíssimos, sem margem de erro. Graças a Deus, pude fazer isso no último jogo e o Rayan já vem fazendo [desde a partida com o Haiti]”, concluiu o atacante.