Defesa de Bolsonaro contesta delação de Mauro Cid e pede invalidação

por Redação

Publicado em 03/09/2025,

às 12h41

Durante o julgamento no STF nesta quarta-feira (3), a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que não há “uma única prova” que o vincule à tentativa de golpe de Estado após a derrota eleitoral em 2022.

O advogado Celso Vilardi negou qualquer ligação de Bolsonaro com os documentos “Punhal Verde e Amarelo” e “Operação Luneta”, além dos atos de 8 de janeiro. Segundo a defesa, não houve qualquer ação concreta, como decretos ou movimentações militares, apenas discussões sobre mecanismos constitucionais como estado de defesa e de sítio.

Vilardi também atacou a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, classificada como “mentirosa” e “inexistente em termos legais”, citando relatórios da Polícia Federal que apontam omissões e contradições nos depoimentos. A defesa questiona a confiabilidade de Cid como colaborador e pede a anulação do acordo, argumentando que ele mentiu em diversas ocasiões.

“A delação é algo que não existe nem aqui e nem em nenhum lugar do mundo. Se reconhecer uma parcial validade da delação e ainda assim fazer o aproveitamento dela diminuindo a pena”, disse.

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