A China anunciou tarifas adicionais de 34% sobre os produtos dos Estados Unidos nesta sexta-feira (4), a mais séria escalada em uma guerra comercial com o presidente norte-americano, Donald Trump, que alimentou os temores de uma recessão e desencadeou perdas generalizadas nos mercados globais de ações.
Pequim também anunciou controles às exportações enviadas aos EUA de terras raras médias e pesadas, incluindo samário, gadolínio, térbio, disprósio, lutécio, escândio e ítrio a partir desta sexta.
“O propósito da implementação pelo governo chinês de controles de exportação de itens relevantes de acordo com a lei é melhor salvaguardar a segurança e os interesses nacionais, e para cumprir obrigações internacionais, como a de não proliferação, disse o Ministério do Comércio em comunicado.
As tarifas sobre exportações chinesas devem subir para mais de 60% depois que o presidente dos EUA anunciou tarifas “recíprocas” de 34% que se somam às tarifas existentes.
Pequim denunciou as novas tarifas dos EUA como “uma típica ação de intimidação unilateral” que “não está em conformidade com as regras do comércio internacional e prejudica seriamente os direitos e interesses legítimos da China”.
Os preços do petróleo caíram acentuadamente após o anúncio chinês, em decorrência do temor de que uma guerra comercial limite o crescimento econômico global.
O Brent, referência internacional, perdeu 6,1%, caindo para US$ 65,85 (R$ 370,67) por barril, enquanto o WTI, seu equivalente nos EUA, caiu 6,6%, para US$ 62,53 (R$ 351,98).
Os índices de referência caíram mais de 13% desde que os EUA anunciaram tarifas abrangentes na quarta-feira.
Na sexta-feira, o Goldman Sachs reduziu sua meta de preço para o ano para o Brent em US$ 5, para US$ 62 por barril, e alertou que “a volatilidade dos preços provavelmente permanecerá elevada devido ao maior risco de recessão”.