O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta quarta-feira (27) o decreto que regulamenta a TV 3.0, também chamada de DTV+, nova tecnologia que promete revolucionar a experiência de assistir à TV aberta.
Com melhor qualidade de imagem, som de cinema e recursos interativos, a TV 3.0 aproxima o modelo tradicional aos serviços de streaming. As emissoras brasileiras já podem iniciar a implantação do sistema.
O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, destacou que a transição será gradual e que os telespectadores não precisarão trocar de aparelho de imediato.
“A implantação será gradual, com um período de convivência entre o sinal da TV digital e o da TV 3.0 por 10 a 15 anos, que pode ser prorrogado”, explicou o ministro.
Represantantes do setor
Raymundo Barros, presidente do Fórum Sistema Brasileiro de TV Digital, afirmou que a tecnologia dará salto de qualidade gratuito aos telespectadores.
Paulo Marinho, diretor da Globo, destacou a convergência entre radiodifusão e meios digitais, proporcionando TV mais interativa e personalizada.
Para Renata Abravanel (Grupo Silvio Santos), a TV 3.0 aproxima emissoras e público, permitindo interação, votação e participação direta.
Marcus Vinícius Vieira (Grupo Record) enfatizou o avanço tecnológico e oportunidades de novos negócios, enquanto Amilcare Dallevo (Rede TV) ressaltou que a tecnologia amplia o alcance da TV aberta, incluindo recursos de interatividade antes disponíveis apenas no computador.
O setor também vê a TV 3.0 como essencial para manter a competitividade. Flavio Lara Resende (Abert) destacou a importância de políticas públicas que facilitem o acesso da população de baixa renda.
Márcio Novaes (Abratel) acrescentou que a tecnologia permitirá uso gratuito em celulares, sem consumir pacotes de dados.
O ministro da Secom, Sidônio Palmeira, afirmou que a TV 3.0 reforça a soberania nacional e garantirá igualdade de destaque para canais de TV aberta, sem discriminação por parcerias comerciais.
