quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Reajuste: remédios vão ficar 3,8% mais caros a partir da próxima terça-feira (1º)

Foto: Marco Monteiro / Governo de Goiás

por Redação

Publicado em 30/03/2025,

às 06h51

Os remédios no Brasil vão ficar mais caros, com um reajuste médio de 3,8% a partir da próxima terça-feira (1º de abril), segundo decisão da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed). Trata-se do menor aumento desde 2018, em um contexto em que o governo busca conter a inflação.

O reajuste não é automático e varia conforme a concorrência no mercado, podendo chegar a um teto de 5,06% para medicamentos em setores menos competitivos. As farmácias têm a opção de repassar o reajuste de forma imediata ou parcelada ao longo do ano, mas não podem ultrapassar o percentual máximo estabelecido pela Cmed. O ajuste considera fatores como a inflação acumulada (IPCA), custos de produção e a produtividade das indústrias farmacêuticas.

Apesar do aumento, os consumidores ainda poderão encontrar medicamentos com os preços antigos por cerca de 10 dias após a entrada em vigor do novo reajuste. O impacto deverá ser mais sentido por aqueles que dependem de tratamentos contínuos, como idosos e pacientes crônicos.

A decisão da Cmed aguarda publicação no Diário Oficial da União.

Os medicamentos que devem registrar aumento de preço incluem os antibióticos (utilizados no tratamento de infecções bacterianas), que estão entre os mais impactados; anti-inflamatórios (utilizados para dores e inflamações); medicamentos para diabetes); ansiolíticos e antidepressivos (usados no tratamento de transtornos mentais).

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