quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Serviços perdem força em agosto: IBGE registra queda de 0,1%

Serviços perdem força em agosto: IBGE registra queda de 0,1%

por R2Sites

Publicado em 14/10/2026,

às 00h00

O volume de serviços caiu 0,1% em agosto ante julho, segundo o IBGE. Na comparação anual houve alta de 0,6%; no acumulado jan–ago subiu 1,7% e em 12 meses ficou em 2,2%.

O volume do setor de serviços apresentou variação negativa de 0,1% em agosto de 2026 na comparação com julho, segundo os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (14). Em julho, a atividade havia ficado estável, após alta de 0,1% em junho.

Na comparação com agosto de 2025, o setor registrou crescimento de 0,6%. No acumulado dos oito primeiros meses de 2026, a alta foi de 1,7%, e no acumulado de 12 meses ficou em 2,2%.

Com o resultado de agosto, o volume de serviços permaneceu 19,9% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 0,3% abaixo do maior patamar da série histórica, alcançado em outubro de 2025.

Em valores nominais, a receita do setor cresceu 0,2% na passagem de julho para agosto; ficou 6,1% acima de agosto do ano anterior; registrou aumento de 7,4% no acumulado do ano e de 7,5% no acumulado de 12 meses.

Por segmentos, o único com crescimento na comparação mensal foi o de serviços prestados às famílias, que avançou 2,1%. O segmento de informação e comunicação não apresentou variação entre julho e agosto. Os demais recuaram: outros serviços (-1,0%), transportes (-0,2%) e profissionais, administrativos e complementares (-0,2%).

O IBGE também divulgou o índice de atividades turísticas, calculado separadamente dos cinco segmentos do setor de serviços. Esse índice teve alta de 2,5% de julho para agosto, o segundo resultado positivo consecutivo, acumulando ganhos de 5,5% no bimestre.

Quanto ao turismo, o índice ficou 12,4% acima do patamar de fevereiro de 2020 e 1,1% abaixo do ápice da série histórica, que ocorreu em dezembro de 2024.

O desempenho de agosto mostrou um quadro misto: crescimento ano a ano e ganhos acumulados, mas queda na passagem mensal que implicou perda de ritmo na atividade. Para estados e municípios, as variações mensais e nominais do setor de serviços influenciam ocupação e arrecadação, especialmente em áreas com forte presença de serviços pessoais, transporte e turismo.

Os números divulgados nesta quarta (14) serviram como referência para acompanhamento próximo da recuperação pós-pandemia e para análises sobre demanda interna e dinâmica do mercado de trabalho ligado aos serviços. A série histórica — mencionando picos em outubro de 2025 e dezembro de 2024 para o setor e o turismo, respectivamente — permite comparar andamento recente com níveis pré-pandemia e com máximos já registrados.

Analistas e gestores públicos deverão observar as próximas divulgações mensais para aferir se a queda de 0,1% em agosto integrará tendência de desaceleração ou será compensada por retomada em meses seguintes.

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